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Lipedema sem mistérios: mitos e verdades sobre a condição
Doença crônica ainda gera dúvidas e costuma ser confundida com outros problemas, atrasando o diagnóstico e o tratamento adequado.
Dor nas pernas, sensação constante de peso, hematomas frequentes e aumento de volume em determinadas regiões do corpo. Embora esses sintomas façam parte da rotina de muitas mulheres, nem sempre recebem a devida atenção. Em muitos casos, podem estar relacionados ao lipedema, condição crônica ainda pouco conhecida e frequentemente confundida com obesidade ou problemas circulatórios.
“O lipedema é frequentemente mal compreendido, tanto por pacientes quanto por alguns profissionais de saúde. Não se trata apenas de excesso de peso, mas de uma condição médica específica que provoca uma distribuição anormal de gordura, acompanhada de sintomas como dor, sensibilidade ao toque e facilidade para desenvolver hematomas.” — Dr. Fernando Amato
Mito ou verdade?
Lipedema e linfedema são a mesma coisa? Não.
Apesar dos nomes parecidos, são doenças diferentes. O lipedema está relacionado ao acúmulo anormal de gordura, principalmente em pernas e braços. O linfedema ocorre por alterações no sistema linfático, provocando inchaço por acúmulo de líquido.
Basta fazer exames para descobrir o problema? Não exatamente.
O diagnóstico é feito principalmente durante a consulta médica, por avaliação clínica e histórico da paciente. Exames de imagem podem auxiliar, mas funcionam como complemento.
O problema afeta apenas a aparência? Não.
Além das alterações corporais, a condição pode provocar dor, desconforto ao toque, cansaço, sensação de peso nas pernas e até limitações para atividades do dia a dia.
Os hematomas frequentes podem ser um sinal de alerta? Sim.
O aparecimento recorrente de manchas roxas sem grandes traumas é uma característica frequentemente observada em pacientes com lipedema.
Dieta e atividade física resolvem o problema? Não sozinhas.
Hábitos saudáveis ajudam no controle dos sintomas e contribuem para a qualidade de vida, mas a gordura associada ao lipedema costuma responder de forma diferente da gordura corporal comum.
Existe um único tratamento? Não.
O acompanhamento deve ser personalizado e envolver diferentes especialidades — medicamentos, mudanças alimentares, fisioterapia, drenagem linfática, meias compressivas e, em casos selecionados, cirurgia.
A cirurgia é o primeiro passo? Não.
A recomendação é priorizar o tratamento clínico antes de considerar uma intervenção. A lipoaspiração para lipedema deve ser indicada após tentativa de tratamento clínico, respeitando os limites seguros de gordura a serem retirados (entre 5% e 7% do peso corporal).
Existe cura definitiva? Ainda não.
Não há cura para o lipedema. O acompanhamento adequado pode reduzir sintomas, melhorar a mobilidade e proporcionar mais qualidade de vida.
“O tratamento eficaz do lipedema envolve uma equipe de especialistas trabalhando em conjunto. Eu, por exemplo, tenho uma equipe composta de cirurgião vascular, endocrinologista, nutricionista e fisioterapeuta para oferecer um cuidado completo às pacientes.” — Dr. Fernando Amato
O principal desafio continua sendo o diagnóstico precoce. Quanto antes a condição for identificada, maiores são as chances de controlar seus impactos e evitar a progressão dos sintomas.
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Agendar avaliaçãoConteúdo informativo baseado em matéria publicada em Delas (iG), por Maria Fernanda da Silva Santos. Créditos editoriais e direitos de imagem da matéria original pertencem à publicação. Resultados individuais variam — avaliação médica individualizada é indispensável.
