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Na mídia · Medicina S/A

Estudo reforça segurança da lipoaspiração para lipedema

Artigo científico publicado na Aesthetic Plastic Surgery avaliou 93 casos e mostrou alta segurança, eficácia e baixa incidência de complicações.

Um artigo científico publicado na Aesthetic Plastic Surgery, avaliando 93 casos de cirurgia de lipoaspiração para lipedema, demonstrou que o procedimento, quando realizado em ambiente clínico controlado por equipe cirúrgica experiente, é seguro, eficaz e associado a baixa incidência de complicações. O lipedema é uma condição crônica que afeta de 11% a 17% das mulheres adultas e se caracteriza pelo acúmulo desproporcional de gordura nos membros, dor, sensibilidade ao toque e facilidade para desenvolver hematomas.

O levantamento identificou que o seroma pós-operatório — acúmulo de líquido em tecido subcutâneo — ocorreu em 18,3% das pacientes. “O seroma apareceu como a complicação mais comum, mas na maioria das vezes é manejável e não compromete os benefícios cirúrgicos”, afirma o cirurgião plástico Fernando Amato, um dos autores responsáveis pelo estudo.

Volumes maiores de gordura aspirada em relação ao peso corporal e a realização de procedimentos concomitantes estiveram associados a um aumento na incidência de seroma. A média do volume aspirado foi de 4,5 litros — número expressivo que, embora não deva ser tomado como rotina, chama atenção pelos resultados obtidos.

“Cerca de 76% dos pacientes foram submetidos ao procedimento sob anestesia local com sedação, e todos os casos foram realizados em regime de hospital-dia.” — Dr. Fernando Amato

A abordagem permitiu boa recuperação, sem registro de complicações como trombose. A realização em ambiente de hospital-dia reforça a segurança e a eficácia da estratégia adotada, demonstrando que é possível aliar volume significativo de aspiração a cuidados minimamente invasivos e alta precoce.

O tratamento conservador prévio, frequentemente utilizado como primeira linha de manejo do lipedema, não apresentou impacto significativo na incidência de seroma — mas permanece como parte essencial do cuidado integral, auxiliando no controle dos sintomas e na preparação para a cirurgia. O acompanhamento clínico contínuo é peça-chave para detecção precoce e tratamento adequado de eventuais complicações.

“É fundamental compreender que cada paciente com lipedema apresenta características próprias. Por isso, a decisão cirúrgica deve ser individualizada, considerando fatores como volume a ser aspirado, possíveis procedimentos associados e condições clínicas específicas”, complementa Amato, que reforça a importância de novas pesquisas prospectivas e randomizadas para aprimorar protocolos baseados em evidências.

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Conteúdo informativo baseado em matéria publicada por Medicina S/A. Créditos editoriais e direitos de imagem da matéria original pertencem à publicação. Resultados individuais variam — avaliação médica individualizada é indispensável.